domingo, 31 de maio de 2009

Tragédia?




O que leva a um tetra campeão em Roland Garros a perder em plena 8° de final? Não sabemos o que se passa na cabeça de nosso eterno campeão. Seria a rivalidade do nosso n° 1 com o n°23 do ranking- Robin Soderlin?
Semana passada assistindo ao jornal Quadra Central, em uma entrevista Rafa disse: "Perder em Roland Garros, seria uma tragédia!" Hoje pela manhã Rafa perdeu pela primeira vez na quadra onde reinava. Pois é... Nem tudo é para sempre! Mas daí penssamos lá no fundo como um fiel fã do espanhol:" Mas poderia ser..."
Após a derrota contra o suéco, ele disse: "Não é nenhuma tragédia..."(confira a entrevista completa no site www.rafael-nadal.net/). Ham...Seria orgulho? E como fica os fãs nisso? Ah,lembrei! Rafa tem licença para perder. É com os erros que nós aprendemos. Ok, Rafa... Vamos nos preocupar com Wimbledon ou melhor, o US Open, já que não possui nenhum título nesse Grand Slam, certo? E bola pra frente!
Não vamos esquecer que Rafa é um grande jogador, um batalhador, tem lá seus motivos para acabar esse dia assim, esse dia em que você fã de Rafael Nadal também perdeu. Vamos nos lembrar dos momentos em que Rafa nos fez se sentir vitoriosos junto com ele, momentos em que jamais esqueceremos. Falando nisso... deixe seu recado de ânimo para Rafa.

Vamooos Rafaaaaaa!




domingo, 19 de abril de 2009

Djokovic se rendeu ao Rei do Saibro - É PENTA!!!




Nesse domingo, Rafa conquistou seu 14o título de Masters, igualando a marca de Roger Federer. Na final, venceu o sérvio Novak Djokovic, com parciais de 6-3, 2-6 e 6-1. Jogo nervoso, em que Djokovic não entrou na partida no 1o set, e que se tornou dramático no 2o. Pareceu a mim que Rafa contou com os erros de Djokovic para matar o jogo na segunda parcial, recuando demais e apenas devolvendo bolas do fundo. E foi quando o sérvio cresceu, quebrando por duas vezes o serviço do touro.

Cabia uma mudança de estratégia urgente, já que o saque de Rafa não entrou durante a partida, e sem o 1o serviço cabia uma mudança radical de postura. E ela veio. Após 3 games mais do que disputados no início do 3o set (os três com mais de 10 minutos e com duas quebras sucessivas, uma para cada lado), Rafa deu um passo à frente e quem joga no saibro sabe o quanto isso faz a diferença. Começou a agredir, ao invés de apenas se defender, e Djokovic perdeu seu único trunfo. Acuado, começou a errar o que errou ao longo do torneio em partidas sofríveis, teve que variar seu saque e com isso vieram também as duplas faltas. E não seria hoje que Djokovic teria poder de reação pra virar um 1-4, o sérvio notadamente não é disso, e desiste facilmente nessas ocasiões.

Parabéns a Djokovic por mostrar como vencer Rafa no saibro, quando este último se porta de modo errado na quadra. E parabéns maiores ainda ao Rafa, por ter percebido que era preciso deixar de lado a postura de fundo de quadra com que se acostumou na temporada de quadras rápidas, e começar a fazer o que ele faz de melhor: atacar.

Que venham mais torneios no saibro, e que ele se mostre, nesse 1o ano em que começa no topo, como um soberbo jogador em todas as superfícies.

VAMOS RAFA!!!!!!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um encontro para sempre.




Esqueçam as previsões. Ontem o esporte provou mais uma vez que é imprevisível e, por isso, tão sensacional. O Australian Open começou com todas as expectativas voltadas para Andy Murray, e acredito que ninguém imaginou que terminaria de forma tão grandiosa. Uma final para ficar na memória, para a História. Uma grande demonstração de tênis e humanidade, na qual os dois melhores jogadores do mundo passaram uma mensagem valiosa a quem os assistia.


Após uma batalha de mais de 5 horas na semifinal, ficou a impressão de que nosso Rafa estaria cansado demais para conseguir enfrentar de forma igual seu próximo adversário, Roger Federer, que por si só já é motivo de preocupação para qualquer jogador. Mas existe um detalhe que nunca se deve esquecer: estamos falando de Rafael Nadal. Passasse o que passasse, ele entraria em quadra para vencer.


Rafa estava um pouco afetado pelo cansaço, pensando mais antes de dar tudo em todos os pontos, tentando acelerá-los. Felizmente conseguiu manter o bom jogo e fazer, junto a Federer, uma partida de altíssimo nível. Com jogadas lindas de ambos os jogadores, as coisas foram bastante disputadas até o 5º set (7-5, 3-6, 7-6, 3-6), quando Federer sofreu uma quebra de serviço e, a partir daí, não conseguiu mais voltar mentalmente. Estava feito. 6-2 Nadal no set decisivo, Rafa é o campeão do Aberto da Austrália 2009.


A minha alegria (e acho que a de todos os admiradores de Rafael Nadal) foi indescritível. Há algum tempo ele vem mostrando melhoras em todos os aspectos, evidentes em quadras duras, superfície na qual tem menos facilidade, mas o reconhecimento parecia não vir. Mesmo com resultados e uma medalha de ouro no peito, era triste ver que um jogador tão gabaritado tenha que sempre silenciar os críticos através de seus feitos. A parte boa? Ele consegue fazê-lo. E espero que siga fazendo muito, muito mais.


Mas o espetáculo não acabou aí. Na cerimônia de entrega de troféus, surpresa. Roger, que buscava igualar o recorde de número de Grand Slams vencidos de Pete Sampras, muito abalado, não conseguiu fazer seu discurso e desabou em lágrimas, deixando em estado de choque todos que presenciavam a cena, ao vivo ou não. Acho que pela primeira vez o suíço mostrou claramente o quanto humano ele é e isso tornou aquele momento muito forte. Vimos ontem um lado frágil de Federer, algo que não conhecíamos. Sabemos, ele não é o exemplo de humildade, mas é um grande campeão e sabe agir como tal. Quando Nadal subiu para receber o troféu, o suíço o tocou carinhosamente no peito. Foi um gesto que ficou marcado, assim como quando Rafa o abraçou ao vê-lo ali em lágrimas. Não apenas os gestos em si, mas a liberdade entre eles para que algo assim acontecesse diz muito. Quando se podia imaginar um momento desses entre dois jogadores nessa situação? Eles mostram que seu sucesso vai muito além do tênis. O que fazem com as raquetes um dia vai acabar, o que levam no coração é deles para sempre.


Rafa mostrou, e vem mostrando desde sempre, o tamanho de sua grandeza - dentro e fora das quadras. Impressionante como ele pode ser tão homem e tão garoto ao mesmo tempo. Humilde, inocente em algumas coisas que fala e, ao mesmo tempo, sensato, maduro, consciente e doce. Isso é apaixonante.


Vai levar tempo para os admiradores de tênis esquecerem esse Australian Open, mas creio que nem uma eternidade será suficiente para esquecermos um dos maiores jogadores de todos os tempos, Roger Federer, e um garoto fenomenal, Rafael Nadal, que pode com o suíço e cada vez mais deixa seu nome na História.


* A surpresa do Australian Open ficou por conta de Fernando Verdasco, que venceu um dos favoritos Andy Murray e chegou à semifinal, sendo derrotado por Rafa Nadal em partida de 5 sets e 5 horas e 14 minutos de duração.



VAMOS, RAFA!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Tem lugar para mais um?


O bom início de temporada de Andy Murray em 2009 parece ter trazido consigo, além da possível consolidação do britânico na elite, algumas inquietações lá no topo do ranking. Alguns dos tenistas já acomodados em seus lugares pareceram não ter de muito bom gosto a chegada de mais um à mesma cabine.

Pouco depois de Federer ter declarado sobre o favoritismo colocado em Murray, quando afirmou que "embora o britânico esteja jogando em um bom nível, Grand Slam é diferente e nem todos estão preparados para ganhar um", foi a vez do sérvio Novak Djokovic se pronunciar sobre o assunto. E Djokovic não se mostrou menos incomodado do que Roger Federer. O sérvio afirmou que "gosta muito de Andy como pessoa e tenista", porém diz que Murray não deve ser colocado junto a Federer, Nadal e a ele próprio. Djokovic lembrou que tem melhor ranking que o britânico e não vê porque este deve ser visto como principal favorito.

Rafa Nadal não aprofundou-se sobre o assunto. Segundo ele, Andy está em grande forma e terá suas chances de levar o Australian Open. Rafa ressalta que Murray joga com confiança e é excelente tenista, porém acredita que mais de um jogador tem chance de sair com o título.

Já Andy Murray, sabendo das declarações de Federer, se pronunciou afirmando que não faz questão do favoritismo, "se Federer quer tanto o favoritismo para ele, não há problema nenhum. Não tenho problema em ser um favorito ou não. Não muda a minha mentalidade para jogar o torneio".

Alfinetadas à parte, as circunstâncias são favoráveis a Andy Murray, principalmente no que se refere à pré-temporada. Entretanto, a imprensa também ajuda a criar proporções muito grandes para os fatos. O período pré-Austrália não é suficiente para que tiremos muitas conclusões e, apesar de Murray, outros tenistas são mais que aptos a vencer o torneio.

Muito ainda virá no decorrer da temporada, sobretudo com a proximidade dos primeiros no ranking, e, ao que parece, a disputa pode aumentar a temperatura fora das quadras. Há espaço para mais um no primeiro pelotão ou será o compartimento pequeno demais?

Vamos Rafa!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um novo Rafa?

Quem acompanhou hoje a estréia de Rafael Nadal no Australian Open de 2009, observou, além da mudança de camisa, um jogador mais empenhado em atacar o adversário com forehands... onde está aquele jogador que insistia em top spins e backhands?

A explicação pode ser a mais óbvia: Rafa está amadurecendo em seu estilo de jogo, não só aprendendo a variar mais seus golpes no tipo de piso em que é mais deficiente, como também aprendendo a administrar uma partida sem maiores esforços. O modo como Rafa jogava, incansável e matando o adversário de tanto correr, poderia parecer a chave para a vitória certa, mas também foi o responsável por sua lesão no tendão patelar no final de 2008. Pode ser que venhamos a sentir saudades da garra, das bolas impossíveis que ele alcançava, pois o jogo que ele agora pratica inviabiliza e muito o jogo aberto. No entanto, talvez valha o esforço ver um tênis menos agressivo, mais eficiente e sobretudo uma carreira mais longeva do touro. As estatísticas da partida contra Rochus mostram uma considerável mudança de estilo:



É uma nova forma de esperar pelos resultados... veremos se de fato aparecerão, sobretudo aguardar a forma como ele se portará, com essa nova postura, em quadras de saibro.

Vaaamos Rafa!!

Rafa ignora Federer e só pensa no próximo jogo


Rafael Nadal não quer saber de Roger Federer por enquanto. Em declaração dada em sua entrevista coletiva, o número 1 do mundo afirmou não pensar no suíço. Para ele, o importante é sempre o próximo jogo."Não estou pensando neles. Eu só penso em jogar bem. Roger, Novak e Murray ainda estão muito longe na chave, né? Só posso enfrentá-los na semi ou na final. Tenho que pensar no próximo jogo" - afirmou o espanhol, que encara o croata Roko Karanusic. O seu desempenho, como não poderia deixar de ser, foi aprovado por Rafa: "Joguei muito bem, principalmente no serviço e no forehand. Joguei bem concentrado o tempo todo. Realmente servi beme e consegui mover bem a bola com o forehand. Senti-me bem" - afirmou. Apesar do bom desempenho no saque, com 10 aces, Nadal espera evoluir no fundamento, principalmente em um aspecto: "É importante servir como fiz hoje, principalmente em momentos de pressão. É para isso que tenho que continuar trabalhando. Mas também é bom sacar bem quando o placar é favorável" - encerrou.
Vaaamos Rafaaa!!!

Rafa Rules!!!



Rafael Nadal mostrou que está preparado para conquistar seu primeiro título do Aberto da Austrália. O número 1 do mundo não tomou conhecimento do belga Christophe Rochus, número 75 do mundo, e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 6/0, 6/2 e 6/2, em apenas 1h17min de jogo.No primeiro set, a diferença de peso de bola foi nítida desde o início. Enquanto Nadal aprofundava os golpes, Rochus não aguentava o ritmo e encurtava em quase todas as trocas. Sem oferecer qualquer risco, Rochus foi quebrado em seus três games e levou 6 a 0 em apenas 19 minutos. No segundo set, Nadal começou quebrando e já abriu vantagem. Rochus confirmou pela primeira vez no terceiro game e comemorou bastante, brincando com a torcida. O espanhol conseguiu ainda nova quebra e fez 6 a 2, em 29 minutos. O terceiro set foi bem parecido com o anterior, embora Rochus tenha começado confirmando. As quebras vieram nos terceiro e sétimo game, para garantir boa margem e mais um triunfo por 6 a 2, nos mesmos 29 minutos. Na segunda rodada, o rival de Rafa será o croata Roko Karanusic, número 92 do mundo.
Ele precisou de cinco sets para superar o francês Florent Serra, com parciais de 6/3, 1/6, 6/3, 3/6 e 6/3.

Fonte:http://www.tenisnews.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=21951


VAMOS RAFAAAA!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Aberto da Austrália – Murray realmente favorito?

A verdadeira temporada começa agora, e o Aberto da Austrália promete ser um grande torneio, cheio de grandes partidas e que vai dar início a uma temporada que promete ser muito emocionante.

Tradicionalmente cheio de “zebras” por ser realizado no inicio da temporada, pegando assim os tops um pouco fora do ritmo de jogo, o Aberto da Austrália 2009 parece ainda mais imprevisível, pois agora, além de Djokovic , Murray também aparece no meio da rivalidade Federer X Nadal , além de outros jogadores que podem causar belos estragos no AO.

Tenista apontado pelas casas de aposta como o grande favorito, devido à sua boa fase, é o Nº 4 do mundo, Andy Murray, mas será que o escocês será capaz de lidar com toda essa pressão? Na parte técnica e tática, Murray já mostrou que e capaz de vencer os tops. O escocês também tem exibido um bom preparo físico, porém falta a ele provar que tem um grande preparo mental, que é o que diferencia os grandes campeões dos bons jogadores. A confiança e algo necessária no tênis, porém Murray tem mostrado um certo excesso de confiança durante troca de farpas com Federer através da imprensa, e isso pode vir a lhe custar e concentração e consequentemente o torneio.

Rafael Nadal é o Nº1, fato que o já o coloca como favorito, após boas apresentações na exibição em Abu Dhabi. Nas primeiras rodadas de Doha, Nadal sofreu um inesperado revés diante de Monfils, o que trouxe de volta a discussão sobre o que ele seria capaz de fazer na hard-court. Todavia, apesar de ser nítido que as hard-court não são suas quadras preferidas, Nadal já ganhou nelas 4 Masters Series e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, mostrando que é capaz de jogar em alto nível nesse tipo de quadra. Além disso, Nadal tem o poder mental de um grande campeão que o motiva a buscar sempre a superação.

Roger Federer, atual Nº2, mundo tem o melhor jogo da atualidade tecnicamente falando, apesar de estar cometendo atualmente alguns erros que não cometia antes. Taticamente deixa às vezes a desejar, talvez pela falta de um treinador, e seu preparo físico não tem se mostrado tão confiável quanto anteriormente. Entretanto, Federer já mostrou a todo o mundo o grande campeão que é, e além disso vê no excessivo favoritismo de Murray uma motivação extra, podendo também igualar o recorde de 14 Grand Slams de Pete Sampras.

Novak Djokovic, Nº3, do mundo e atual campeão do Aberto da Austrália, já mostrou ao mundo todo seu talento e também que pode bater qualquer um dentro das hard-court. Será que o sérvio conseguirá lidar com a pressão de defender o titulo? Lidar com a pressão não parece ser o forte de Djokovic, que em 3 oportunidades já deixou a chance de se tornar Nº2 do mundo escapar.

Na lista de tenistas que podem surpreender, eu destacaria o atual Vice-campeão, Tsonga, Roddick, com seu poderoso serviço, o embalado Del Potro, o sempre perigoso Nalbandian, Ancic, que também costuma causar belos estragos na quadra rápida, e por que não destacar o Nº1 australiano Lleyton Hewitt. Entre os garotos, vale a pena ficar de olho em Kei Nishikori, Ernests Gulbis e Bernard Tomic.

Entre os brasileiros, acho que não se pode esperar muito: Daniel não deve passar da estréia contra Jeremy Chardy, e o nosso destaque em simples deve ficar para uma 2ª rodada entre Bellucci e Nalbandian.

É, amigos, esse Aberto da Austrália promete, e nós, admiradores do bom tênis, só temos a ganhar com isso.

Abraços Galera!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Murray - uma ameaça?

Com a conquista do ATP de Doha, Andy Murray não só repetiu seu feito em 2008, quando também venceu o torneio, como também entra, ao menos no papel, como um dos nomes mais fortes para a disputa do Australian Open, a ser disputado ainda esse mês.

Contrariando a maré dos que acreditam que precisa superar ainda algumas deficiências em fundamentos básicos da quadra rápida, Nadal não vê como anormal sua eliminação no mesmo torneio do Qatar para Gael Monfils. Até onde isso é preocupante, diante do fenômeno escocês dos últimos meses?

Senão vejamos: após esbarrar por duas vezes consecutivas em Rafa (Wimbledon e Canadá, ou seja, foi eliminado pelo campeão nos dois torneios), Murray conquistou Cincinnati, foi bisonhamente eliminado nas Olimpíadas e a seguir chegou à final do US Open, sendo vencido por Federer. Venceu a seguir o MS de Madri e o ATP de São Petersburgo, perdendo então em Paris nas quartas para Nalbandian. Na Masters Cup, após uma primeira fase impecável, quando eliminou Federer com sobras, perdeu o rumo na semifinal contra Davydenko, e nesse ano de 2009 já acumulou Doha e o torneio de exibição de Abu Dhabi. Ou seja, em seus últimos 9 torneios disputados, oficiais ou não, chegou a 6 finais. Isso faz dele um nome indesejável em seu lado da chave no AO.

Diante disso, a derrota para Monfils deve acender uma luz amarela para Rafa, conquanto Murray é mais agressivo que o francês e varia bruscamente sua estratégia de jogo, o que é fatal quando se joga no meio da quadra e com bolas retas, como fez Rafa em Doha. Além disso, Murray, por utilizar as duas mãos em seu backhand, tira de Rafa o trunfo de seu top spin e o obriga a subir mais à rede, já que parado próximo à linha será inevitavelmente vítima de bolas altas e passadas abertas.

Não é possível afirmar com sobras que 2009 será o ano de consagração de Murray (até porque a temporada mal começou e se espera muito de Rafa, Federer e talvez de Djokovic), mas a facilidade com que vem impondo seu estilo de jogo de extremo controle das jogadas é algo com que Rafa pode e deve aprender muito, no jogo rápido das quadras de cimento e sintéticas.

Vamos Rafa!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

É duro jogar em quadra dura?

"Monfils jogou muito hoje".

Li isso várias vezes, após a derrota de Rafael Nadal para o francês Gael Monfils, pelas quartas-de-final do ATP de Doha. Mas não foi esse jogo que assisti.

Monfils jogou o básico, sem muitos segredos. Verdade que errou muito pouco (o que é fundamental para quem quer vencer um top), mas eu não vi o Rafa que corre, "impaciente" por matar o ponto, e quem cozinha demais o jogo em hard court. Foi um arremedo do jogador que arrasou Davydenko há alguns dias em Abu Dhabi.

Quadra rápida exige definição, movimentação, cruzadas. E em se tratando de Monfils, definitivamente um ótimo tenista, jogar parado no meio da quadra é suicídio. O francês desenvole seu tênis na pressão ao adversário (Federer sentiu esse gosto em 2008 em Roland Garros, quando despachou o francês nas semifinais). Existe evolução do touro em quadras rápidas? Sim, basta que se veja como começou 2007 e 2008, de forma deplorável no cimento. Mas a temporada nesse tipo de piso promete ser difícil ao espanhol, se não entrar agressivamente em quadra.

Há quem questione se ser #1 coloca um peso a mais nos ombros de Rafa. Sim, sem dúvida, mas é esse peso que deve ser usado como motivação, como fator diferencial. Em 2008, todo tenista, eu disse todo tenista, entrava em quadra com muito temor contra Rafa. Muito rapidamente, parece que a vantagem psicológica que em 2008 os adversários buscavam contra um Federer abatido, pensam em colocar contra Rafa. Com ou sem lesões, todos conhecemos Rafa por seu ímpeto, sua garra, e jamais uma certa apatia que apresentou no jogo contra Monfils.

Longe de ser brilhante, Monfils foi bastante eficiente, lembrando em muito o Tsonga que destruiu Rafa em 2008, no Australian Open. Rafa se postou mal, e cometeu diversos erros de julgamento em quadra (que se refletem em muitos erros não-forçados). Resultado: 8 aces do francês, contra nenhum do espanhol.

Rafa não jogou o que sabe, como também ainda não jogou em quadras rápidas metade do que sabe (exceção feita ao MS do Canadá, em 2008). Suas deficiências se revelam muito à medida em que entra passivo em quadra. E falta-lhe, me parece, mais vibração, mais revolta consigo mesmo após uma derrota. "Viajarei para a Sutrália sem más sensações sobre essa derrota". Conformado demais... bem ou mal, manter-se no topo do ranking da ATP é uma faca de dois gumes.

Vamos Rafa!

Curiosidades sobre o tênis

Muitos leigos no tênis talvez não tenham conhecimento sobre características básicas do esporte. Farei aqui um pequeno resumo das regras "mais do que básicas" do tênis.

O jogo de tênis pode ser individual ou em duplas, que podem ser masculinas, femininas ou mistas.

No início do aparecimento do esporte, as quadras eram em sua maioria de grama. Atualmente, as preferidas são as de saibro, sendo comum também as de cimento e já com o avanço tecnológico, as de materiais sintéticos, como borracha e fibra de vidro.

Quadra - como podemos observar na figura, a quadra de tênis é um retângulo, com as seguintes medidas: 23,77m de comprimento por 8,23m de largura para simples e 10,79m de largura para duplas. A altura da rede central é de 0,915m. A rede é suspensa por um cabo metálico com aproximadamente 0,8cm de diâmetro. A quadra ainda é demarcada por linhas laterais e de fundo. OBS.: as quadras usadas para jogos de simples e de duplas, deverão ter dois postes de sustentação de rede, os chamados “paus de simples”, com uma altura de 1,07m. Paralelamente à rede e de ambos os lados, estão as linhas de serviço (saque), que ficam a uma distância de 6,4m. O espaço existente entre a linha de serviço (saque), a rede e as linhas laterais é dividido ao meio por uma linha central perpendicular à rede, formando assim os retângulos do serviço (saque).



Teto - as quadras cobertas devem ter uma altura mínima de 9m a partir da rede. Para eventos da ATP e Copa Davis essas medidas são de 12,19m.

Bolas - as bolas de tênis devem ser uniforme, de cor branca ou amarela. São de borracha, revestidas por lã misturada com náilon. Têm um diâmetro de 6,5cm e peso médio de 57g. Os fabricantes oferecem hoje bolas específicas para determinados tipos de pisos.

Raquetes - as dimensões foram definidas em 1981 pela FIT. Cabo mais bastidor deverá ter até 81,28cm ou 32 polegadas. A parte encordoada deverá ter até 39,37cm de comprimento ou 15,5 polegadas, por 29,21cm de largura ou 11,5 polegadas. Os tenistas encontram no mercado raquetes construídas de diversos materiais e de pesos diferentes.

Regras e pontuação - A partida de tênis inicia-se com o saque. O sacador tem direito a um segundo saque, caso erre o primeiro. O saque é dado em diagonal: o jogador deve colocar a bola na semi-quadra adversária oposta ao seu lado. O jogador que vencer seis games vence o set, com vantagem mínima de dois games. Em caso de empate em 5-5, o set se estende (a) até um dos jogadores vencer sete games, seja por 7-5 ou 7-6 (com disputa de tie-break), ou (b) ininterruptamente até que um dos jogadores tenha vantagem de dois games (essa alternativa se aplica apenas ao quinto set, se houver, de partidas disputadas em torneios de Grand Slam. As partidas são disputadas em número de sets previamente estabelecidos nos regulamentos, de acordo com o campeonato em disputa (melhor de 3 ou de 5 sets).


Contagem - Em um game é a seguinte: o tenista que vence o primeiro ponto ganha 15, o segundo ponto conta 30 e o terceiro 40. Com o quarto ponto ganho, o tenista conquista o game. Quando os tenistas estiverem empatados em 40x40, vence o game o jogador que obtiver dois pontos sucessivos. Se os tenistas estiverem empatados em 6 games cada, será jogado o tie-break (exceção feita para o quinto set de partidas disputadas em torneios de GS). Vence o tie-break o jogador que fizer sete pontos primeiro, com vantagem mínima de dois pontos, ou, a partir daí, que obtiver dois pontos de vantagem.

Sorteio - A definição de quem irá executar o primeiro saque do jogo deve ser feita por qualquer forma de sorteio. O vencedor do sorteio pode optar por executar esse primeiro saque ou então escolher qual lado da quadra preferirá jogar o primeiro game, obrigando assim seu adversário a executar o primeiro saque do jogo.

Na próxima ocasião, explicarei as regras do sistema de pontuação da ATP para a formação do ranking de entradas.

Vamos Rafa!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Após boas apresentações em Abu Dhabi e duas vitórias confortáveis no torneio de Doha, preparatório para o primeiro Grand Slam da temporada, Rafa Nadal caiu nas quartas de final diante do francês Gael Monfils, partida que terminou com um duplo 6x4 em favor de Monfils.
O francês teve ótima atuação. Com o saque funcionando bem, a confiança parece ter aumentado. Monfils arriscou várias bolas vencedoras e acabou acertando mais do que errando. Jogador de bom preparo físico, o francês também aguentou bem as trocas de bola. Talvez tenha sido uma das melhores partidas que já vi Monfils fazer. Por outro lado, Nadal não viveu um dia inspirado. O espanhol manteve um ritmo de jogo mais lento, não mostrou muita convicção para ir para cima e deixou transparecer em alguns momentos a insatisfação, o que normalmente não acontece. Longe das boas atuações de Abu Dhabi, Rafa repetiu em Doha seu resultado de 2005.

Ainda restam no torneio os cabeças de chave Roger Federer, Andy Murray, Andy Roddick e Gael Monfils, que se enfrentarão amanhã nas semifinais, com grandes expectativas para Murray vs Federer.

Pelo que se viu até então nesse início de temporada, o britânco Andy Murray aparenta ser quem está em melhor forma para o Australian Open, muito por conta do mini-torneio de Abu Dhabi, do qual saiu campeão, uma vez que por enquanto é cedo para afirmar como os tenistas se encontram. Rafael Nadal, apesar da derrota de hoje, mostrou um bom nível em seus jogos anteriores e deve estar em condições de brigar na Austrália, assim como Federer, que terá um grande teste amanhã. Completando o quarteto, o sérvio Novak Djokovic, atual campeão do Aberto da Austrália, começou a temporada com uma derrota para o jovem Ernests Gulbis. Entretanto, ainda há tempo para preparação e Djokovic entrará com muita vontade para sua primeira grande defesa de título.

Nos resta esperar para ver. Mas é bom ir preparando o café e a agenda, porque visto o “aquecimento”, nas madrugadas de Australian Open valerá a pena segurar o sono.

P.S.: Rafa Nadal e Marc Lopez venceram agora há pouco a dupla formada por Mikhail Youznhy e Fabrice Santoro por 1x6, 7x6(2) e 11x9 e se encontram na final amanhã com a dupla Nestor/Zimonjic. Se não para vencer o torneio de duplas, o jogo ajudará o Rafa com a prática e para adquirir mais ritmo.

Vamos Rafa!