domingo, 31 de maio de 2009

Tragédia?




O que leva a um tetra campeão em Roland Garros a perder em plena 8° de final? Não sabemos o que se passa na cabeça de nosso eterno campeão. Seria a rivalidade do nosso n° 1 com o n°23 do ranking- Robin Soderlin?
Semana passada assistindo ao jornal Quadra Central, em uma entrevista Rafa disse: "Perder em Roland Garros, seria uma tragédia!" Hoje pela manhã Rafa perdeu pela primeira vez na quadra onde reinava. Pois é... Nem tudo é para sempre! Mas daí penssamos lá no fundo como um fiel fã do espanhol:" Mas poderia ser..."
Após a derrota contra o suéco, ele disse: "Não é nenhuma tragédia..."(confira a entrevista completa no site www.rafael-nadal.net/). Ham...Seria orgulho? E como fica os fãs nisso? Ah,lembrei! Rafa tem licença para perder. É com os erros que nós aprendemos. Ok, Rafa... Vamos nos preocupar com Wimbledon ou melhor, o US Open, já que não possui nenhum título nesse Grand Slam, certo? E bola pra frente!
Não vamos esquecer que Rafa é um grande jogador, um batalhador, tem lá seus motivos para acabar esse dia assim, esse dia em que você fã de Rafael Nadal também perdeu. Vamos nos lembrar dos momentos em que Rafa nos fez se sentir vitoriosos junto com ele, momentos em que jamais esqueceremos. Falando nisso... deixe seu recado de ânimo para Rafa.

Vamooos Rafaaaaaa!




domingo, 19 de abril de 2009

Djokovic se rendeu ao Rei do Saibro - É PENTA!!!




Nesse domingo, Rafa conquistou seu 14o título de Masters, igualando a marca de Roger Federer. Na final, venceu o sérvio Novak Djokovic, com parciais de 6-3, 2-6 e 6-1. Jogo nervoso, em que Djokovic não entrou na partida no 1o set, e que se tornou dramático no 2o. Pareceu a mim que Rafa contou com os erros de Djokovic para matar o jogo na segunda parcial, recuando demais e apenas devolvendo bolas do fundo. E foi quando o sérvio cresceu, quebrando por duas vezes o serviço do touro.

Cabia uma mudança de estratégia urgente, já que o saque de Rafa não entrou durante a partida, e sem o 1o serviço cabia uma mudança radical de postura. E ela veio. Após 3 games mais do que disputados no início do 3o set (os três com mais de 10 minutos e com duas quebras sucessivas, uma para cada lado), Rafa deu um passo à frente e quem joga no saibro sabe o quanto isso faz a diferença. Começou a agredir, ao invés de apenas se defender, e Djokovic perdeu seu único trunfo. Acuado, começou a errar o que errou ao longo do torneio em partidas sofríveis, teve que variar seu saque e com isso vieram também as duplas faltas. E não seria hoje que Djokovic teria poder de reação pra virar um 1-4, o sérvio notadamente não é disso, e desiste facilmente nessas ocasiões.

Parabéns a Djokovic por mostrar como vencer Rafa no saibro, quando este último se porta de modo errado na quadra. E parabéns maiores ainda ao Rafa, por ter percebido que era preciso deixar de lado a postura de fundo de quadra com que se acostumou na temporada de quadras rápidas, e começar a fazer o que ele faz de melhor: atacar.

Que venham mais torneios no saibro, e que ele se mostre, nesse 1o ano em que começa no topo, como um soberbo jogador em todas as superfícies.

VAMOS RAFA!!!!!!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um encontro para sempre.




Esqueçam as previsões. Ontem o esporte provou mais uma vez que é imprevisível e, por isso, tão sensacional. O Australian Open começou com todas as expectativas voltadas para Andy Murray, e acredito que ninguém imaginou que terminaria de forma tão grandiosa. Uma final para ficar na memória, para a História. Uma grande demonstração de tênis e humanidade, na qual os dois melhores jogadores do mundo passaram uma mensagem valiosa a quem os assistia.


Após uma batalha de mais de 5 horas na semifinal, ficou a impressão de que nosso Rafa estaria cansado demais para conseguir enfrentar de forma igual seu próximo adversário, Roger Federer, que por si só já é motivo de preocupação para qualquer jogador. Mas existe um detalhe que nunca se deve esquecer: estamos falando de Rafael Nadal. Passasse o que passasse, ele entraria em quadra para vencer.


Rafa estava um pouco afetado pelo cansaço, pensando mais antes de dar tudo em todos os pontos, tentando acelerá-los. Felizmente conseguiu manter o bom jogo e fazer, junto a Federer, uma partida de altíssimo nível. Com jogadas lindas de ambos os jogadores, as coisas foram bastante disputadas até o 5º set (7-5, 3-6, 7-6, 3-6), quando Federer sofreu uma quebra de serviço e, a partir daí, não conseguiu mais voltar mentalmente. Estava feito. 6-2 Nadal no set decisivo, Rafa é o campeão do Aberto da Austrália 2009.


A minha alegria (e acho que a de todos os admiradores de Rafael Nadal) foi indescritível. Há algum tempo ele vem mostrando melhoras em todos os aspectos, evidentes em quadras duras, superfície na qual tem menos facilidade, mas o reconhecimento parecia não vir. Mesmo com resultados e uma medalha de ouro no peito, era triste ver que um jogador tão gabaritado tenha que sempre silenciar os críticos através de seus feitos. A parte boa? Ele consegue fazê-lo. E espero que siga fazendo muito, muito mais.


Mas o espetáculo não acabou aí. Na cerimônia de entrega de troféus, surpresa. Roger, que buscava igualar o recorde de número de Grand Slams vencidos de Pete Sampras, muito abalado, não conseguiu fazer seu discurso e desabou em lágrimas, deixando em estado de choque todos que presenciavam a cena, ao vivo ou não. Acho que pela primeira vez o suíço mostrou claramente o quanto humano ele é e isso tornou aquele momento muito forte. Vimos ontem um lado frágil de Federer, algo que não conhecíamos. Sabemos, ele não é o exemplo de humildade, mas é um grande campeão e sabe agir como tal. Quando Nadal subiu para receber o troféu, o suíço o tocou carinhosamente no peito. Foi um gesto que ficou marcado, assim como quando Rafa o abraçou ao vê-lo ali em lágrimas. Não apenas os gestos em si, mas a liberdade entre eles para que algo assim acontecesse diz muito. Quando se podia imaginar um momento desses entre dois jogadores nessa situação? Eles mostram que seu sucesso vai muito além do tênis. O que fazem com as raquetes um dia vai acabar, o que levam no coração é deles para sempre.


Rafa mostrou, e vem mostrando desde sempre, o tamanho de sua grandeza - dentro e fora das quadras. Impressionante como ele pode ser tão homem e tão garoto ao mesmo tempo. Humilde, inocente em algumas coisas que fala e, ao mesmo tempo, sensato, maduro, consciente e doce. Isso é apaixonante.


Vai levar tempo para os admiradores de tênis esquecerem esse Australian Open, mas creio que nem uma eternidade será suficiente para esquecermos um dos maiores jogadores de todos os tempos, Roger Federer, e um garoto fenomenal, Rafael Nadal, que pode com o suíço e cada vez mais deixa seu nome na História.


* A surpresa do Australian Open ficou por conta de Fernando Verdasco, que venceu um dos favoritos Andy Murray e chegou à semifinal, sendo derrotado por Rafa Nadal em partida de 5 sets e 5 horas e 14 minutos de duração.



VAMOS, RAFA!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Tem lugar para mais um?


O bom início de temporada de Andy Murray em 2009 parece ter trazido consigo, além da possível consolidação do britânico na elite, algumas inquietações lá no topo do ranking. Alguns dos tenistas já acomodados em seus lugares pareceram não ter de muito bom gosto a chegada de mais um à mesma cabine.

Pouco depois de Federer ter declarado sobre o favoritismo colocado em Murray, quando afirmou que "embora o britânico esteja jogando em um bom nível, Grand Slam é diferente e nem todos estão preparados para ganhar um", foi a vez do sérvio Novak Djokovic se pronunciar sobre o assunto. E Djokovic não se mostrou menos incomodado do que Roger Federer. O sérvio afirmou que "gosta muito de Andy como pessoa e tenista", porém diz que Murray não deve ser colocado junto a Federer, Nadal e a ele próprio. Djokovic lembrou que tem melhor ranking que o britânico e não vê porque este deve ser visto como principal favorito.

Rafa Nadal não aprofundou-se sobre o assunto. Segundo ele, Andy está em grande forma e terá suas chances de levar o Australian Open. Rafa ressalta que Murray joga com confiança e é excelente tenista, porém acredita que mais de um jogador tem chance de sair com o título.

Já Andy Murray, sabendo das declarações de Federer, se pronunciou afirmando que não faz questão do favoritismo, "se Federer quer tanto o favoritismo para ele, não há problema nenhum. Não tenho problema em ser um favorito ou não. Não muda a minha mentalidade para jogar o torneio".

Alfinetadas à parte, as circunstâncias são favoráveis a Andy Murray, principalmente no que se refere à pré-temporada. Entretanto, a imprensa também ajuda a criar proporções muito grandes para os fatos. O período pré-Austrália não é suficiente para que tiremos muitas conclusões e, apesar de Murray, outros tenistas são mais que aptos a vencer o torneio.

Muito ainda virá no decorrer da temporada, sobretudo com a proximidade dos primeiros no ranking, e, ao que parece, a disputa pode aumentar a temperatura fora das quadras. Há espaço para mais um no primeiro pelotão ou será o compartimento pequeno demais?

Vamos Rafa!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Um novo Rafa?

Quem acompanhou hoje a estréia de Rafael Nadal no Australian Open de 2009, observou, além da mudança de camisa, um jogador mais empenhado em atacar o adversário com forehands... onde está aquele jogador que insistia em top spins e backhands?

A explicação pode ser a mais óbvia: Rafa está amadurecendo em seu estilo de jogo, não só aprendendo a variar mais seus golpes no tipo de piso em que é mais deficiente, como também aprendendo a administrar uma partida sem maiores esforços. O modo como Rafa jogava, incansável e matando o adversário de tanto correr, poderia parecer a chave para a vitória certa, mas também foi o responsável por sua lesão no tendão patelar no final de 2008. Pode ser que venhamos a sentir saudades da garra, das bolas impossíveis que ele alcançava, pois o jogo que ele agora pratica inviabiliza e muito o jogo aberto. No entanto, talvez valha o esforço ver um tênis menos agressivo, mais eficiente e sobretudo uma carreira mais longeva do touro. As estatísticas da partida contra Rochus mostram uma considerável mudança de estilo:



É uma nova forma de esperar pelos resultados... veremos se de fato aparecerão, sobretudo aguardar a forma como ele se portará, com essa nova postura, em quadras de saibro.

Vaaamos Rafa!!